
Não espero que os adultos entendam o que estou prestes a declarar. Mas a verdade é que ninguém nasce novo e ninguém está predestinado a morrer velho.
Desde a infância, nós ouvimos histórias da Terra da Nunca e da tal Fonte da Juventude, mas esses “faz-de-conta” dependem só do “faz” de alguém.
Há quem busque dentro de si a Fonte da Juventude e a encontre sem demora. Eu sou capaz! Não quero morrer velho e isso não significa que quero morrer cedo porque a velhice é definida por atitudes. Vejamos: somos nós que nos colocamos na condição de que se nossos ossos estão debilitados não devemos correr na praia. Por quê?
Os médicos dizem para moderar nos esforços, mas não dizem que devemos parar de andar, ficar sentados o tempo todo na poltrona na frente da TV, mas TV em excesso também pode prejudicar a visão, não é? Deveríamos então, passar o resto das nossas vidas dormindo? Se te faz bem, sim! O que me faz bem é a juventude e se a você também faz sejamos jovens.
Joguemos bola, uma vez por semana.
Vamos à praia, de quinze em quinze dias.
Falar bobagens com os amigos, de quando em quando.
Comer pastéis, uma vez no mês.
Quem disse que Terra do Nunca não existe?
Quem disse que Fonte da Juventude não existe?
Quem disse que Faz-de-conta não acontece?
Terra do Nunca sempre existiu, mas a gente perde o mapa quando cresce.
Fonte da Juventude sempre esteve dentro de cada um de nós, mas a gente deixa secar.
E o Faz-de-conta só não acontece pra quem não faz ou receia contar.
Taíssa Cazumbá
14/06/09
