quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Poesia de Amor sem Amor

Oh! Lua que chega truculenta

Para enfeitiçar os mortais

Ponha-se daqui pra fora

Porque não sabes o que faz.

Cresça, míngües,

Mas não fique cheia

Prefiro-te nova

Pois assim, nem olho para ti

Tu, que tens o poder

De borboletar meu estômago

Esquentar o que corre em minhas artérias

E sangrar o meu interior

Tu, que tens a audácia

De fazer meu coração bater forte

Pra mais tarde, esfaqueá-lo

E fazê-lo chorar de dor

Vai, Lua

Procurar o que fazer

Cuidar da tua sorte

Beijar o mar... talvez

Mas suma da minha vista

Porque enquanto estiveres grande

Eu não poderei crescer!

Taíssa Cazumbá

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