Poesia de Amor sem Amor
Oh! Lua que chega truculenta
Para enfeitiçar os mortais
Ponha-se daqui pra fora
Porque não sabes o que faz.
Cresça, míngües,
Mas não fique cheia
Prefiro-te nova
Pois assim, nem olho para ti
Tu, que tens o poder
De borboletar meu estômago
Esquentar o que corre em minhas artérias
E sangrar o meu interior
Tu, que tens a audácia
De fazer meu coração bater forte
Pra mais tarde, esfaqueá-lo
E fazê-lo chorar de dor
Vai, Lua
Procurar o que fazer
Cuidar da tua sorte
Beijar o mar... talvez
Mas suma da minha vista
Porque enquanto estiveres grande
Eu não poderei crescer!
Taíssa Cazumbá
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