sábado, 9 de junho de 2012

Desconhecido de Mim


Sou desconhecido de mim
Uma besta bípede
Que não consegue se encontrar
Andando na escuridão
Clareando apenas em instantes
Com um poder maior que me consome

E a cada luz que vejo à minha frente
Penso ter me descoberto
Só que são apenas em segundos
Desta hora que não quer acabar

A divina caçada de ser o que ainda nem sei.
De me situar entre os gênios
E fazer-me com eles.
De me situar entre os artistas
E ser tão perfeito quanto

De simplesmente me descobrir
Conhecer-me
E finalmente
Ser quem eu quero ser.
E me amar
Assim sem limites
Eu conhecendo a mim mesmo
E ganhando a minha própria amizade
Sem ambições.

Taíssa Cazumbá

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