Queria
viver mais e envelhecer menos
Queria
viver mais e perder meu medo
O
medo da velhice
Não
pelas rugas
Não
pela pele mastigada e sim pelo atraso mental
Não
pela coluna cansada e sim pelo sim a sociedade
Queria
viver bem mais para provar ao mundo
Que
não é só ele que dá voltas em torno de si mesmo
Eu
também consegui dar voltas em torno dele
E
que ele também deu voltas em torno de mim
Mas
eu consegui firmar-me a todo o instante
Queria
viver mais para poder mostrar ao Sol
Que
não é só ele que consegue iluminar as pessoas
Eu
também consegui e cada raio meu que incidia
Dava
mais um dia de vida para alguém desesperado
Queria
viver mais e mostrar para Einstein
Que
nem sempre a resposta certa
seria
a melhor resposta
Queria
viver mais tempo e provar pro tempo
Que
ele não nos dá tanto tempo
Para
fazermos tudo o que queremos
Eu
queria viver mais e agradecer à insônia
Por
me livrar dos pesadelos
Eu
queria viver mais
E
ao chegar ao ápice da minha velhice
Amar
ainda minha tatuagem
E
usar meus jeans rasgados
Queria
viver mais e não lembrar dos que se foram
Dos
que não conseguiram intervir para os problemas sociais
Os
que ao ter o mundo nas mãos deixaram-no cair
Eu
queria viver mais, e ainda mais, apesar de tudo o mais...
sorrir demais
Eu
queria viver mais e ver que meus rins e meus pulmões
Apesar
de tudo, ainda estão bons
Eu
queria viver mais, mas talvez não viva tanto
(Apesar
de acreditar na cigana)
Pela
imensa vontade, pelo imenso desejo...
De
viver mais.
Taíssa Cazumbá
Taíssa Cazumbá
Nenhum comentário:
Postar um comentário